Além disso, sistemas digitais interconectados e móveis, amplamente utilizados para o acesso remoto e para o compartilhamento de dados, expõem as organizações de saúde a ataques genéricos e direcionados.

Setor de saúde é um dos mais expostos a ciberataques
Em 2021, a Mastercard, em parceria com o Instituto de Pesquisa Datafolha, realizou uma pesquisa para identificar as percepções sobre os processos de transformação digital, com foco na segurança da gestão dos dados e informações, dos setores de educação, financeiro, seguros, saúde, tecnologia, telecom e varejo.

O estudo indicou que, na área da saúde, apenas 23% das empresas do setor de saúde possuem uma área própria para a cibersegurança.

A pesquisa também revelou que cerca de 49% dos entrevistados do setor de saúde não consideram a cibersegurança como prioridade no orçamento do negócio. Este é o pior percentual entre os setores pesquisados e só mostra que o setor da saúde é um dos mais vulneráveis a ataques cibernéticos.

Mesmo diante desse cenário, menos da metade das empresas de saúde costumam fazer testes de segurança regularmente, por isso, 58% são alvos de fraudes e ataques digitais com alta ou média frequência.

O assunto é sério, já que, somente no primeiro trimestre de 2021, o Brasil sofreu mais de 3,2 bilhões de tentativas de ciberataques – de acordo com dados da Fortinet, líder global em soluções de Cyber Security.

Além disso, golpes envolvendo ataques ransomware são cada vez mais comuns entre os crimes cibernéticos. O vírus impede o acesso às informações armazenadas em um dispositivo e, após o ataque, cibercriminosos exigem o pagamento de “resgate” em dinheiro para liberar novamente o acesso aos sistemas. Como consequência, pode provocar grandes prejuízos e danos à reputação de um negócio. Nesse sentido, é urgente que o setor de Saúde encontre as melhores formas para evitar esse tipo de ciberataque.