[private] Quais as principais metas da Iron Mountain para o Brasil nos próximos meses?
Nosso plano de 3 anos (2011 a 2013) tem como foco principal o crescimento sustentado ano a ano, ou seja, não basta crescer enormemente em um trimestre, e em outro não crescer nada. Temos que garantir que o nosso crescimento será continuado, por isso, é fundamental um bom planejamento em linha com a nossa cultura de vendas, que envolve todas as áreas da companhia. Estamos investindo fortemente em infraestrutura, tecnologia e principalmente em pessoas.

Luiz Alves, CEO da Iron Mountain Brasil

Assim como outros mercados, a gestão de informações tem sido fortemente influenciada no sentido positivo pelo bom momento que vive a economia brasileira. Nossa expectativa é aproveitar deste bom momento, com muita responsabilidade e profissionalismo, de maneira a fortalecer ainda mais a nossa posição no mercado brasileiro.

Na sua opinião, o segmento de Records Management está crescendo tanto no Brasil quanto na América Latina?
O crescimento do Records Management é consequência do aquecimento que se registra na economia que, como consequência natural, provoca o aumento do volume de documentos. O Brasil tem registrado importante crescimento da atividade econômica, e o mesmo se passa na maioria dos países da America Latina. Por isso, o crescimento de mercado tem se comportado de forma similar. O que difere entre mercados maduros como o brasileiro, é a procura por serviços híbridos de gestão de informações, entre o físico e o lógico. Muitas empresas já perceberam a vantagem de digitalizar parte do acervo e utilizar ferramentas de recuperação da imagem de acordo com a demanda.

Quais são os diferenciais de negócios que a Iron está planejando para o mercado nacional?
Até pela origem de nossa companhia, certamente a segurança ocupa papel central. Algumas empresas já estão percebendo a importância de colocar o seu acervo de informações (físico e lógico) sob a gestão de empresas que ofertem elevado nível de segurança e disponibilidade. Embora pouco visível, não se trata apenas de colocar os documentos físicos em um galpão munido de sistemas de incêndio. Processos que garantam a recuperação de acordo com as necessidades do cliente exigem muito investimento em tecnologia, treinamento e continua disciplina de gestão.

Por exemplo, é fundamental investir em um sistema de controle de acesso, que por mais sofisticado, será de pouca valia se não estiver associado a processos bem elaborados e forte disciplina de gestão. Isto custa muito, e nem sempre o mercado está disposto a pagar. A Iron Mountain tem feito muito esforço financeiro para implantar tecnologias de ponta, sobretudo intelectual, para implementar processos robustos, maduros e treinar bem as pessoas, além de continuamente desenvolver seus gestores.

Quais os principais setores da economia, na sua percepção, despontam como early adopters nesse segmento e por quê?
Hoje o holofote se volta para o segmento de BPM, utilizadas pelas tecnologias de imaging e workflow, que podem trazer vantagens competitivas às empresas. Especialmente àquelas que possuem processos que envolvem grande volume de informações, em vários formatos. É natural que o setor financeiro esteja buscando este tipo de solução, uma vez que as empresas deste segmento foram reconhecidas como early adopters de diversos tipos de tecnologia, além de geralmente manusearem altos volumes de informações dispersos em vários tipos de formatos.

O segmento de saúde também se apresenta como potencial usuário deste tipo de alternativa, devido  elevado volume de informações em associação a fluxos bem estabelecidos de utilização. A realidade é que qualquer empresa que tenha altos volumes de diferentes tipos de informações, e precisam integrá-las em um processo ou fluxo únicos serão candidatas a empregar este tipo de solução. [/private]